mandag 12. september 2011

Dois milhões de Espíritos Franceses reencarnaram no Brasil - Divaldo Franco

Entrevistador - Divaldo, Deus te abençoe. É tão difícil entender que no Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existam tantas pessoas que não amam o próximo. Por quê?

Divaldo responde :
Porque não são Espíritos do Brasil. Vêm de outras pátrias, de outras raças. Não são almas brasileiras. Vêm para cá, porque, se ficassem nos seus países de origem, os sentimentos de rancor e ressentimentos torna-los-iam mais desventurados.
Após a Revolução Francesa de 1789, quando a França se libertou da Casa dos Bourbons, os grandes filósofos da libertação sonharam com os direitos do homem, direitos que foram inscritos nos códigos de justiça em 1791 e que, até hoje, ainda não são respeitados, embora em 1947, no mês de dezembro, a ONU voltasse a reconhecê-los.
Depois daquele movimento libertário, o que aconteceu com os franceses?
Os dois partidos engalfinharam-se nas paixões sórdidas e políticas e como conseqüência, os grandes filósofos cederam lugar aos grandes fanáticos, e a França experimentou os dias de terror, quando a guilhotina, arma criada por José Guilhotin, chegava a matar mais de mil pessoas por dia.
Esses Espíritos saíam desesperados do corpo e ficavam na psicosfera da França buscando vingança.
Começa o século XIX e é programada a chegada de Allan Kardec. O grande missionário vai reencarnar na França, porque a mensagem de que é portador deverá enfrentar o cepticismo das Academias na Cidade-Luz da Europa e do mundo e, naquele momento, Cristo havia designado que o Espiritismo nasceria na França, mas seria transplantado para um país onde não houvesse carmas coletivos, e esse país, por enquanto, seria o Brasil.
São Luis, o guia espiritual da França , cedeu que a terra gaulesa recebesse Allan Kardec, mas “negociou” com Ismael, o guia espiritual do Brasil: “Já que a mensagem de libertação vai ser levada para a Terra do Cruzeiro, a França pede que muitos Espíritos atribulados da Revolução reencarnem no Brasil, pois, se reencarnarem aqui impedirão o processo da paz”. E dois milhões de franceses vieram reencarnar no Brasil, para que, quando chegasse a mensagem espírita, culturalmente se identificassem com o chamado método cartesiano de Allan Kardec.
(sem grifos)
Naturalmente, esses Espíritos eram atribulados, perturbados, com ressentimentos, com mágoas. Se nós considerarmos que os Espíritos brasileiros são os índios, que a maioria de nós é constituída por Espíritos comprometidos na Eurásia, e que estamos aqui de passagem, longe dos fenômenos cármicos para nos depurarmos, compreenderemos porque muitos brasileiros do momento ainda não amam esta grande nação. E o primeiro sentimento que têm quando, ao invés de investir em fortunas, honesta ou desonestamente amealhadas no solo brasileiro, eles as mandam para os países estrangeiros.
Não confiam no Brasil, porque são “de lá”. Mandam para lá porque, morrendo aqui, o dinheiro fica lá para poderem “pagar” o carma negativo que lá deixaram. Os chamados “paraísos fiscais” são também lugares de alguns de nós que aqui nos encontramos, mas apesar de ainda não termos o sentimento do amor, já temos alguma luz.
Viajando pelo mundo, onde tenho encontrado brasileiros espíritas, descubro uma célula espírita. Começa-se com um estudo do Evangelho no lar, depois chama-se os amigos, os vizinhos, forma-se um grupo e, hoje, na Europa, 90% dos grupos espíritas são criados por brasileiros.
Com exceção de Portugal. Espanha e um pouquinho da França, o movimento é todo de brasileiros e latinos acendendo as labaredas do Evangelho de Jesus. Não há pouco tempo, brasileiros na Holanda encontraram as obras de Kardec traduzidas para o holandês, brasileiros na Suíça revisaram O Evangelho Segundo o Espiritismo e se está tentando publicar as obras de Kardec, agora em alemão. Brasileiros na América do Norte retraduziram O Livro dos Espíritos e O Evangelho, que o foi por um protestante, que substituiu a palavra reencarnação por ressurreição. Brasileiros em Londres, com alguns ingleses, já formam oito grupos espíritas e seria fastidioso se fosse enumerando na Ásia, na África...
Certa feita, recebi um telefonema de uma cidade asiática. Tratava-se de uma consulesa do Brasil que me dizia o seguinte:
“Eu estou no outro lado do mundo, sou espírita, tenho três filhos rapazes – um de 10, um de 14 e outro de 18 anos. Tenho-lhes ensinado o Espiritismo, mas o meu filho mais velho está na Universidade e me faz perguntas muito embaraçosas; aqui eu não tenho acesso a maiores instruções. Queria convidá-lo a vir aqui dar umas aulas de Espiritismo ao meu filho. Você viria?”
Eu respondi-lhe: - Sim, senhora, com a condição de conseguir-se espaço para eu falar em auditório publico sobre o Espiritismo: - O marido era o representante dos negócios do Brasil no país. – Se a senhora aceitar a condição, ficaria alguns dias para debater com os seus meninos. Como não falo inglês, seu filho será o meu intérprete.
E assim, fiz a longa viagem de 36 horas com escalas e lá, naturalmente, ela me disse: “Mas, Divaldo, onde vamos ter esse encontro?”
Eu lhe respondi: “Tive uma entrevista com o Baghavan Swami Sai Baba, e sei que essa é uma cidade em que há um grande movimento Babista e, se a senhora conseguir um grupo Sai Baba eu me prontifico a fazer uma conferência ali”.
Encontramos o representante de Sai Baba para a Ásia e ele ficou muito feliz porque Swami havia-me recebido. Ele reuniu mil pessoas para que eu falasse sobre o Espiritismo. Fiquei até com pena dele! E pensei: “Vou arrastar toda a turma de Sai Baba para o Sr. Allan Kardec” (risos...)
Então, fiz a palestra, falei sobre Allan Kardec, sobre as comunicações, ele ficou tão sensibilizado, que me perguntou se eu teria coragem de ir a Cingapura para fazer a mesma coisa. Eu lhe respondi: - O senhor me mandando até o CingaInferno eu irei para falar sobre o Espiritismo. Fui a Cingapura e fiz uma viagem pela Ásia e, onde havia brasileiros, lá estavam eles...
A missão do Brasil, “Pátria do Evangelho e Coração do Mundo” não é a de sermos todos ricos, maravilhosamente ricos; é a de sermos maravilhosamente espiritualizados, sem nenhum demérito para os outros países, que são todos amados por Deus e por Jesus em igualdade de condição.
Aqui entra o nacionalismo, para ver se a gente ama um pouquinho mais este país que está passando uma fase de grande desprestígio. Deus só tem ajudado no esporte! Que Ele tenha compaixão de nós e nos ajude também não só no Futebol como noutra coisa qualquer! (risos...)
Nós somos as cartas vivas do Evangelho. Jesus escreveu em nossa alma a Sua mensagem. Onde quer que vamos, que brilhe a nossa luz; mas, para que ela brilhe, é necessário que a acendamos, e o combustível dessa luz é a fraternidade. Assim, todos saberão que estamos ligados a Ele, graças à presença dos bons Espíritos, que aqui estão conosco, e sempre se encontram a qualquer hora. Como disse kardec, com muita propriedade, todos têm seu Guia espiritual que os inspira; dessa forma, todos são médiuns, estão sintonizados com esses Concluirei com uma pequena narrativa, talvez alguns já a conheçam, sobre um homem que era muito ignorante, muito modesto, muito pobre. Todo dia ele entrava na igreja, próximo ao horário de fechar as portas; ajoelhava-se diante do altar-mor, ficava dois minutos e saía. O sacerdote, que cuidava da igreja, ficou muito intrigado, e achou que
ele estava observando algo para furtar ou para roubar, passando a ficar mais vigilante. Mas, ele chegava, ajoelhava-se, dobrava-se, balbuciava algo e ia-se embora. Um dia, o sacerdote não suportou mais e perguntou: “O que é que você vem fazer aqui, um miserável como é? Por que não vem à missa? Só vem na hora em que a igreja vai ser fechada?”
Ele respondeu: “É porque eu sou muito pobre.” O sacerdote continuou: - “E por que vai ao altar-mor. Como se atreve?” Ele respondeu: - “Pois é, quando a igreja vai fechar, eu entro correndo e digo: Jesus, eu estou aqui. Se precisar, é só chamar! E vou embora”. O sacerdote achou aquilo intrigante.
Anos depois, aquele mendigo adoeceu e foi levado para uma casa de emergência, de caridade. Quando, um dia, a enfermeira foi colocar o seu alimento sobre uma cadeira, ao lado da cama, ele pediu: - “Oh, por favor, não bote aí!” A jovem perguntou: - “Por que não?” E o homem respondeu: - “Porque essa cadeira de vez em quando, fica ocupada.” Ele deveria estar delirando, a enfermeira pensou, e respeitou-o.
Começou a notar que todo dia, um pouco antes das 18 horas, o rosto dele se iluminava! Ele sorria e dizia: - “Muito obrigado! Muito obrigado!” Ela achava que era delírio mas, como ele era perfeitamente saudável da mente, num desses dias, quando terminou de agradecer, ela indagou: - “Não repare, mas o que você está agradecendo?” Ele esclareceu: - “É a uma visita que chega todo dia cinco para as seis.” Ela continuou: - “Que visita é essa?” - É Jesus.
Ele sempre vem e diz-me: - “Olhe, estou aqui. Se precisar de mim é só chamar!...

”Fonte:Texto Extraído do livro: APRENDENDO COM DIVALDO. Entrevistas/ Divaldo Pereira Franco: São Gonçalo, RJ: Organizado pelaSEJA, Editora e Distribuidora de Livros Espíritas, 2002, p. 69-74.

søndag 11. september 2011

FALA EM PAZ - Emmanuel

Justo lembrar: a voz humana está carregada de vibrações.
***
Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos.
***
Uma exclamação tonitroante equivale a uma pedrada mental.
***
Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto,
faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.
***
Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.
***
Discussão sem proveito é desperdício de forças.
***
Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas; aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.
***
Se te sentes à beira da irritação, estás doente e o doente exige remédio.
***
Barulho verbal apenas complica.
***
Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.

(Techo extraído do livro Calma, psicografado por Chico Xavier)

fredag 9. september 2011

Palestra com Dr Sérgio Thiesen

Caros amigos irmãos da comunidade espírita brasileira na Noruega,

Com grande alegria comunicamos a vinda do palestrante Sergio Thiesen a Stavanger entre 24 e 25 de outubro próximo.

Sérgio Thiesen é médico cardiologista, físico e médium. Fundador e presidente do Centro Espírita Francisco de Assis na barra da tijuca RJ. Além exercer medicina é também conhecido palestrante espírita internacional e articulista da revista espírita O Reformador. Trazendo temas da atualidade e orientacão no campo do espiritismo pratico. Ele fala a grandes audiências e pequenos grupos como o nosso aqui em Stavanger. Está muito contente por descobrir mais um grupo de estudos na escandinávia.


Dr Sergio virá dia 24 e 25 de outubro, e estará trazendo duas palestras abertas e gratuitas:
1)TRABALHANDO O ORGULHO - NOSSO MAIOR INIMIGO
2)O PAPEL DOS ESPÍRITAS NO PROCESSO DE REGENERACÃO DA HUMANIDADE


Ele já esteve visitando o grupo espírita GEEAK da Dinamarca trazendo palestras e quem o conheceu ficou maravilhado tanto com o conteúdo profundo dos seus temas quanto a simpatia do médico e médium.

Enfim é uma grande oportunidade com que estamos sendo agraciados e não podemos deixar passar!

para mais informacão estaremos em contato, via email e blog abaixo;

um abraco fraternal a todos,


Grupo de Estudos Espíritas de Stavanger
venha estudar o Livro dos Espíritos/Evangelho Segundo o Espiritismo
todas as Segundas-feiras das 19:15 às 21:00
Endereço temporário - favor contactar-nos por email para mais detalhes
cadinhokardec@yahoo.com http://espiritismostavanger.blogspot.com


CURRÍCULO COMPLETO DE SÉRGIO THIESEN:

Sérgio Thiesen, nascido em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 14
de setembro de 1953. Filho de pais espíritas. Francisco Thiesen, seu pai, foi presidente da Federação Espírita Brasileira de 1975 a 1990, quando desencarnou.
Formou-se em Medicina em 1977 e em Física em 1993, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Físico, especialista em Física da Matéria Condensada, “Solid State Physics”, Magnetismo e Supercondutividade. Especialista em Cardiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, desde 1982.

Médico cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia, do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, desde 1989. Trabalha em Terapia Intensiva. Professor de Medicina, coordenador e responsável por Cursos de Extensão Universitária, no Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras e no Hospital Geral de Ipanema, ambos do Ministério da Saúde.

Fundador e Presidente da Sociedade Espírita Reencontro, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Criada em 1995.Fundador e Presidente do Grupo Espírita Francisco de Assis, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Criado em 2004.Membro Efetivo do Conselho Fiscal e Superior da Federação Espírita
Brasileira, há 18 anos. Articulista e colaborador da revista Reformador, órgão de divulgação da
Federação Espírita Brasileira.

Palestrante/expositor, com atividades em diversos estados brasileiros e no exterior (Alemanha, Argentina, Equador, China, Guatemala, República Dominicana, Cuba, Canadá, Panamá, Espanha, França, Itália, Dinamarca, Inglaterra, Portugal, Suécia, Angola, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, México, Colômbia, Luxemburgo, Suíça, Polônia, República Tcheca e Bélgica)

lørdag 27. august 2011

A Melhor Propaganda

(Revista Espírita, novembro de 1868, Instruções dos Espíritos)




(Sociedade de Paris, 23 de outubro de 1868 - Médium: Sr. Nivard.)



Se há poucos médiuns esta noite, não significa que faltem Espíritos. Ao contrário, eles são muito numerosos. Alguns são habituais, que vêm instruir-vos ou instruir-se; outros, em grande número, são recém-vindos para vós. Eles vieram sem carta de apresentação, é certo, mas com o consentimento e a convite dos Espíritos habituais. Muitos desses Espíritos sentem-se felizes por assistir à sessão, e sobretudo por ver aqui vários Espíritas que eles amam e dirigem, e que tiveram o pensamento de vir entre vós.

Há muitos Espíritas no mundo, mas seu grau de instrução sobre a Doutrina está longe de ser suficiente para que se classifiquem entre os Espíritas esclarecidos. Sem dúvida eles têm as luzes, mas geralmente lhes falta a prática; ou, se praticam, necessitam ser assistidos, a fim de trazer, nos esforços que tentam, mais persuasão e menos entusiasmo. Quando falo de prática do Espiritismo, quero dizer a parte que concerne à propaganda. Ora! Para exercer com eficácia essa parte, mais difícil do que se pensa, é preciso estar bem penetrado da filosofia do Espiritismo e também de sua parte moral. A parte moral é fácil de conhecer; para isto ela exige pouco esforço; ao contrário, é a mais difícil de praticar, porque só o exemplo pode fazê-la bem compreendida. Fareis compreender melhor a virtude dando o exemplo do que a definindo. Ser virtuoso é fazer compreender e amar a virtude. Nada há a contestar àquele que faz o que aconselha os outros a fazerem. Assim, para a parte moral do Espiritismo, nenhuma dificuldade na teoria, muita na prática.

A parte filosófica apresenta mais dificuldades para ser compreendida e, por consequência, requer mais esforços. Os adeptos que buscam ser militantes, devem pôr-se à obra para bem conhecê-la, pois é a arma com a qual combaterão com mais sucesso. É útil que não se extasiem com os fenômenos materiais, e que deem a sua explicação sem muito desenvolvimento. Eles devem reservar esse desenvolvimento para a análise dos fatos de ordem inteligente, sem contudo dizer muito, pois não se deve fatigar o espírito das pessoas noviças no Espiritismo. Explicações concisas, exemplos bem escolhidos, adaptando-se bem à questão que se discute, eis tudo o que é preciso. Mas, repito, para ser conciso, não se deve saber menos; para dar exemplos ou explicações bem adequadas ao assunto, é necessário conhecer a fundo a filosofia do Espiritismo. Essa filosofia está resumida em O Livro dos Espíritos e o lado prático em O Livro dos Médiuns. Se conhecerdes bem a substância destas duas obras, que são obra dos Espíritos, certamente tereis a felicidade de tra­zer muitos dos vossos irmãos a essa crença tão consoladora, e muitos dos que creem serão postos no verdadeiro terreno: o do amor e da caridade.

Assim, pois, meus amigos, aqueles dentre vós que dese­jarem, e todos devem desejar, partilhar de suas crenças com seus irmãos, que querem chamá-los ao banquete de consolação que o Espiritismo oferece a todos os seus filhos, devem moralmente pregar o Espiritismo praticando a moral, e intelectualmente espalhando em seu redor as lu­zes que colheram ou que colherão nas comunicações dos Espíritos.

Tudo isto é fácil: basta querer. Então, meus caros amigos, em nome de vossa felicidade, de vossa tranquilidade, em nome da união e da caridade, aconselho-vos a querer.




Um Espírito.

onsdag 17. august 2011

Os Conflitos

Publicado na Revista Espírita de dezembro de 1863

(Reunião particular, 25 de fevereiro de 1863 - Médium, Sr. d’Ambel)

Há no momento uma recrudescência de obsessão, resultado da luta que inevitavelmente devem sustentar as ideias novas contra seus adversários encarnados e desencarnados. Habilmente explorada pelos inimigos do Espiritismo, a obsessão é uma das provas mais perigosas que ele terá de sofrer, antes de se fixar de maneira estável no espírito das populações, por isto deve ser combatida por todos os meios possíveis, e sobretudo pela prudência e pela energia de vossos guias espirituais e terrestres.

De todos os lados surgem médiuns com supostas missões, chamados, ao que dizem, a tomar em mãos a bandeira do Espiritismo e plantá-la sobre as ruínas do velho mundo, como se nós viéssemos destruir, nós que viemos apenas para construir.

Não há individualidade, por medíocre que seja, que não tenha encontrado, como Macbeth, um Espírito para lhe dizer: “Tu também serás rei”, e que não se julgue designada a um apostolado muito especial.

Há poucas reuniões íntimas, e mesmo grupos familiares, que não tenham contado entre os seus médiuns ou seus simples crentes, uma alma bastante enfatuada para se julgar indispensável ao sucesso da grande causa; muito presunçosa para contentar-se com o modesto papel do obreiro que traz a sua pedra para o edifício. Ah! meus amigos! Quanto empenho por pouco resultado!

Quase todos os novos médiuns, em seu início, são submetidos a essa perigosa tentação. Alguns resistem a isso, mas muitos sucumbem, ao menos por algum tempo, até que sucessivos revezes venham desiludi-lo.

Por que permite Deus uma prova tão difícil, senão para provar que o bem e o progresso jamais se estabelecem em vosso íntimo sem trabalho e sem combate; senão para tornar o triunfo da verdade mais brilhante pelas dificuldades da luta? O que querem certos Espíritos da erraticidade, fomentando entre as mediocridades da encarnação essa exaltação do amor-próprio e do orgulho, senão entravar o progresso? Sem o querer, eles são os instrumentos da provação que porá em evidência os bons e os maus servos de Deus. A este, tal Espírito promete o segredo da transmutação dos metais, como a um médium de R...; àquele, como ao Sr..., um Espírito revela supostos acontecimentos que vão realizar-se, fixa as épocas, precisa as datas, nomeia os atores que devem concorrer ao drama anunciado; a tal outro, um Espírito mistificador ensina a incubação dos diamantes; a outros ainda indicam tesouros ocultos, prometem fortuna fácil, descobertas maravilhosas, a glória, as honrarias, etc. Numa palavra, todas as ambições e todas as cobiças dos homens são habilmente exploradas por Espíritos perversos. Eis por que de todos os lados vedes esses pobres obsedados preparando-se para subir ao Capitólio, com uma gravidade e uma arrogância que entristecem o observador imparcial.

Qual o resultado de todas essas promessas falaciosas? As decepções, os dissabores, o ridículo, por vezes a ruína, justa punição do orgulho presunçoso que se julga chamado a fazer melhor que todo mundo, desdenha os conselhos e desconhece os verdadeiros princípios do Espiritismo.

Tanto é a modéstia o apanágio dos médiuns escolhidos pelos bons Espíritos, quanto o orgulho, o amor-próprio e, digamo-lo, a mediocridade são os caracteres distintivos dos médiuns inspirados pelos Espíritos inferiores. Tanto os primeiros desprezam as comunicações que recebem, quando estas se afastam da verdade, quanto os últimos mantêm contra todos a superioridade do que lhes é ditado, mesmo que seja um absurdo.

Daí resulta que, conforme as palavras pronunciadas na Sociedade de Paris, por seu presidente espiritual, São Luís, uma verdadeira Torre de Babel está em vias de edificar-se entre vós. Aliás, fora preciso ser cego ou iludido para não reconhecer que à cruzada dirigida contra o Espiritismo pelos adversários natos de toda doutrina progressista e libertadora, se junta uma cruzada espiritual, dirigida por todos os Espíritos pseudossábios, falsos grandes homens, falsos religiosos e falsos irmãos da erraticidade, fazendo causa comum com os inimigos terrestres, em meio a essa multidão de médiuns por eles fanatizados, aos quais ditam tantas elucubrações mentirosas.

Mas vede o que resta de todos esses andaimes erigidos pela ambição, pelo amor-próprio e pela inveja. Quantos não vistes desabar e quantos ainda vereis desabar! Eu vos digo que todo edifício que não se assenta sobre a verdade, a única base sólida, cairá, porque só a verdade pode desafiar o tempo e triunfar de todas as utopias.

Espíritas sinceros, não vos amedronteis com o caos momentâneo. Não está longe o momento em que a verdade, desvencilhada dos véus com os quais querem cobri-la, sairá mais radiosa do que nunca, e em que a sua claridade, inundando o mundo, fará voltarem para a sombra seus obscuros detratores, por um instante postos em evidência para a sua própria confusão.

Assim, pois, meus amigos, tendes que vos defender, não só contra os ataques e calúnias de vossos adversários vivos, mas também contra as manobras ainda mais perigosas dos adversários da erraticidade. Fortalecei-vos, pois, em estudos sadios, e sobretudo pela prática do amor e da caridade, e retemperai-vos na prece. Deus sempre ilumina os que se consagram à propagação da verdade, quando agem de boa-fé e desprovidos de toda ambição pessoal.

Além disso, espíritas, que vos importam os médiuns que, afinal de contas, não passam de instrumentos! O que deveis considerar é o valor e o alcance dos ensinamentos que vos são dados; é a pureza da moral que vos é ensinada; é a clareza e a precisão das verdades que vos são reveladas; é, enfim, ver se as instruções que vos dão correspondem às legítimas aspirações das almas de escol, e se estão em conformidade com as leis gerais e imutáveis da lógica e da harmonia universal.

Os Espíritos imperfeitos, que representam um papel de apóstolo junto a seus obsedados, bem sabeis, não têm o menor escrúpulo em enfeitar-se com os mais venerados nomes; assim, seria um disparate se eu, que sou um dos últimos e mais obscuros discípulos do Espírito de Verdade, me lamentasse do abuso que alguns fizeram de meu modesto nome; assim, repetirei incessantemente o que dizia a meu médium, há dois anos: “Jamais julgueis uma comunicação mediúnica pelo nome que a assina, mas apenas por seu conteúdo intrínseco.”

É urgente que vos ponhais em guarda contra todas as publicações de origem suspeita que aparecem ou que vão aparecer, contra todas aquelas que não teriam uma atitude franca e clara, e tenhais como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou do mundo invisível, com o objetivo de lançar entre vós o facho da discórdia.

Cabe a vós não vos deixardes apanhar, pois tendes todos os elementos necessários para apreciá-las. Mas, tende igualmente como certo que todo Espírito que a si mesmo se anuncia como um ser superior, e sobretudo como de uma infalibilidade a toda prova, é, ao contrário, o oposto do que se anuncia tão pomposamente.

Desde que o piedoso Espírito de François-Nicolas Madeleine teve a bondade de me aliviar de uma parte de meu fardo espiritual, pude considerar o conjunto da obra espírita e fazer a estatística moral dos obreiros que trabalham na vinha do Senhor. Ah! Se tantos Espíritos imperfeitos se imiscuem na obra que perseguimos, tenho o pesar maior de constatar que entre os nossos melhores auxiliares da Terra, muitos vergaram ao peso de sua tarefa e pouco a pouco tomaram a trilha de suas antigas fraquezas, de tal sorte que as grandes almas etéreas que os aconselhavam foram, desde então, substituídas por Espíritos menos puros e menos perfeitos.

Ah! Eu sei que a virtude é difícil, mas nem queremos nem pedimos o impossível. Basta-nos a boa vontade, quando acompanhada do desejo de fazer o melhor.

Meus amigos, em tudo o relaxamento é pernicioso, porque muito será pedido aos que, depois de se terem elevado por uma renúncia generosa à sua própria individualidade, caírem no culto da matéria, e ainda se deixarem invadir pelo egoísmo e pelo amor a si mesmos. Não obstante, oramos por eles e a ninguém condenamos, porque sempre devemos ter presente na memória este ensino magnífico do Cristo: “O que estiver sem pecado atire a primeira pedra.”

Hoje vossas falanges engrossam a olhos vistos e vossos partidários se contam aos milhões. Ora, em razão do número de adeptos, deslizam sob falsas máscaras os falsos irmãos dos quais ultimamente vos falou vosso presidente temporal. Não que eu venha recomendar-vos que não sejam abertas vossas fileiras senão às ovelhas sem mancha e as novilhas brancas; não, porque, mais que todos os outros, os pecadores têm direito de encontrar entre vós um refúgio contra suas próprias imperfeições. Mas aqueles dos quais vos aconselho que desconfieis são esses hipócritas perigosos, aos quais, à primeira vista, se é tentado e conceder toda a confiança. Com o auxílio de uma atitude rígida, sob o olho observador das massas, eles conservam esse ar sério e digno que leva a dizerem deles: “Que criaturas respeitáveis!” ao passo que, sob essa respeitabilidade aparente, por vezes se dissimulam a perfídia e a imoralidade.

Eles são acessíveis, obsequiosos, cheios de amenidades; eles insinuam-se nos interiores; eles entram voluntariamente na vida privada; eles escutam atrás das portas e se fazem surdos para escutar melhor; eles pressentem as inimizades, atiçam-nas e as alimentam; eles vão aos campos opostos, indagando, interrogando sobre cada um. O que faz este? De que vive aquele? Quem é fulano? Conheceis sua família? Depois os vereis ir surdamente desfilar na sombra as pequenas maledicências que conseguiram recolher, tendo o cuidado de envenená-las com untuosas calúnias. “São rumores em que a gente não acredita”, dizem eles, mas acrescentam: “Onde há fumaça há fogo, etc., etc.”

A esses tartufos da encarnação reuni os tartufos da erraticidade e vereis, meus caros amigos, quanto tenho razão de vos aconselhar a agir, de agora em diante, com extrema reserva e de vos guardardes de toda imprudência e de todo entusiasmo irrefletido.

Eu vo-lo disse, estais num momento de crise, dificultado pela malevolência, mas do qual saireis mais fortes, com firmeza e perseverança.

O número dos médiuns é hoje incalculável e é desagradável ver que alguns se julgam os únicos chamados a distribuir a verdade ao mundo e se extasiam ante banalidades que consideram monumentos, pobres iludidos que se abaixam ao passar sob os arcos de triunfo, como se a verdade tivesse esperado a sua vinda para ser anunciada. Nem o forte, nem o fraco, nem o instruído, nem o ignorante tiveram esse privilégio exclusivo, porquanto foi por intermédio de mil vozes desconhecidas que a verdade se espalhou, e é justamente por essa unanimidade que ela soube ser reconhecida.

Contai essas vozes; contai os que as escutam; contai sobretudo aqueles cujos corações elas tocam, se quiserdes saber de que lado está a verdade.

Ah! Se todos os médiuns tivessem fé! Eu seria o primeiro a inclinar-me diante deles. Mas eles não têm, na maior parte do tempo, senão fé em si mesmos, tão grande é o orgulho na Terra! Não, sua fé não é aquela que transporta montanhas e que faz andar sobre as águas! É o caso de repetir aqui a máxima evangélica que me serviu de tema quando me fiz ouvir pela primeira vez entre vós: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.

Em suma, publicações à direita, publicações à esquerda, publicações por toda parte, pró ou contra, em todos os sentidos e sob todas as formas; críticas exageradas da parte de pessoas que dele nada sabem; sermões fogosos de pessoas que o temem; em suma, digo eu, o Espiritismo está na ordem do dia. Ele revolve todos os cérebros e agita todas as consciências, privilégio exclusivo das grandes coisas. Todos pressentem que ele leva em si o princípio de uma renovação, que uns apoiam com os seus votos e outros temem.

Mas, de tudo isto, o que restará? Desta Torre de Babel o que jorrará? Uma coisa imensa: a vulgarização da ideia espírita, e como doutrina, o que será verdadeiramente doutrinário!

Esse conflito é inevitável, porque o homem é manchado de muito orgulho e egoísmo para aceitar sem oposição uma verdade nova qualquer. Digo mesmo que esse conflito é necessário, porque é o atrito que desfaz as ideias falsas e faz ressaltar a força das que resistem.

Em meio a essa avalanche de mediocridades, de impossibilidades e de utopias irrealizáveis, a verdade esplêndida espalhar-se-á na sua grandeza e na sua majestade.



ERASTO

mandag 27. juni 2011

Hábitos Mentais

O comportamento é sempre resultado de um hábito que se fixa no inconsciente, passando a expressar-se automaticamente, tornado-se uma das características da personalidade de cada indivíduo.
A repetição de todo pensamento que se transforma em ação irá constituir-se um hábito que passará a manifestar a forma de comunicação com o mundo exterior.
Pela qualidade emocional e moral de que se constitui, passa a traduzir os valores enfermiços ou saudáveis que fazem parte dos relacionamentos pessoais com os outros.
Transferindo-se de uma para outra existência, esses hábitos fortalecem-se cada vez mais, apresentando-se com tendências e impulsos que conduzem o seu possuidor com submissão...
Quanto mais fixados no inconsciente, mais difíceis fazem-se de ser erradicados, particularmente quando são formados pelo pessimismo, pelo desvio de orientação moral, pelos vícios...
É de inadiável necessidade a análise íntima em torno das aspirações e das suas manifestações, de modo que se torne exequível a mudança dos hábitos doentios, dando lugar a outras formas de sentir e de viver.
Pensar, portanto, corretamente, dentro dos padrões de equilíbrio, deve ser a maneira mais eficaz para lograr a paz, o bem-estar durante a trajetória física na Terra.
Mediante esse hábito saudável, é possível lograr-se a iluminação, esse estado de harmonia anelado que foi definido por Buda como o fim do sofrimento, isto é, a libertação das amarras escravizadoras de todo tipo.
Em face do hábito mental, não raro crê-se que se está pensando, quando, em realidade, se esta sendo induzido pelos registros existentes no inconsciente, que ressumam automaticamente.
Desse modo, quando se pensa equivocadamente, mais se vitalizam os hábitos mórbidos, o que não ocorre quando se passa a pensar em novos programas de atividades, estabelecendo-se diferentes padrões de conduta para melhor, rompendo-se as vinculações com o rotineiro, o já aceito mentalmente.
A inteligência humana é pouco explorada pela maioria dos seus possuidores. Esses acostumaram-se a aceitar as ocorrências básicas, aquelas que são repetitivas, que não exigem concentração, transitando sempre pelos mesmos caminhos já percorridos na imaginação, sem que experimentem novas e profundas experiências espirituais.
Há todo um calidoscópio, rico de imagens não focalizadas, aguardando a percepção do indivíduo na sua própria inteligência, expressando beleza, amor, generosidade, trabalho, conhecimento e vivências de encantamento.
Quando se aceitam os pensamentos habituais, coloca-se um impedimento, sutil mas resistente, que não permite seja alcançada a inteligência, que se entorpece pela falta de uso, dificultando a capacidade de raciocínio e de formulações novas.
Ninguém consegue viver sem pensar, mesmo quando se encontra em estado de consciência alterada, sendo, os seus, pensamentos pertubadores, desconexos, destituídos de sentido.
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A existência terrena tem por finalidade expressa facultar o desenvolvimento interior do Espírito, propiciar-lhe novas possibilidades de evolução, abrindo-lhe horizontes não conhecidos, que, ao serem identificados, impulsionam ao avanço.
Nada obstante, para que isso se torne possível, faz-se imprescindível a renovação das idéias, o convívio com pessoas saudáveis, portadoras de pensamentos elevados, que anelem pela conquista do infinito, não se contentando com os recursos já adquiridos.
A convivência, portanto, com o próximo, intercambiando idéias, facultando a dilatação dos próprios pendores, contribui eficazmente para a realização do processo de crescimento moral e intelectual.
Mediante as afinidades, as pessoas são atraídas pelos interesses comuns, movimentando-se em torno do que é mais fácil, sem o esforço para alcançar patamares mais desafiadores.
Contentam-se com o pouco já adquirido e, por isso mesmo, permanecem em círculos viciosos de problemas e de agitações, variando de tipologia, mas sempre embaraçadas pelas mesmas questões pertubadoras.
Iniciando-se o esforço de pensar idealisticamente, elaborando fórmulas de libertação dos lugares-comuns existenciais, vai-se adquirindo resistênciais, vai-se adquirindo resistência para mais avançados tentames, de forma que se atingem as metas mais desafiadoras sem quase dar-se conta.
Nessa fase ocorrem imenso bem-estar, renovadas sensações de alegria de viver, anseio por servir-edificando onde se encontra, tornando-se útil a todos com os quais convive, sem pensar-se no utilitarismo que favorece a exploração do outro, auferindo resultados de ações que nada lhe custaram.
À medida que se empreende esse esforço saudável, a iluminação começa a acontecer, facultando otimismo e encantamento que se irradiam em derredor, alcançando as demais pessoas de sua convivência.
Não raro, multiplicam-se as que preferem os relacionamentos rápidos, descomprometidos, em razão do medo de gerarem sofrimento para si mesmas no futuro, olvidando-se que a unidade, que cada qual constitui, vinculando-se a outra, forma o todo que se corporifica na Humanidade, e que a separação é apenas aparente, tornando-se uma visão deficiente da personalidade, portanto, da mente doentia...
Pensar, portanto, de maneira correta, torna-se uma necessidade básica para a evolução.
O ser humano não pode prescindir da convivência com os demais, em face do instinto gregário e das necessidades próprias impostas pela vida.
Quando se isola, experimenta transtorno psicológico em agravamento, devendo buscar a conveniente terapêutica.
Mediante os relacionamentos fraternos e amigos, torna-se possível a construção da sociedade operosa e edificante, portadora de recursos valiosos para a promoção em favor do progresso geral.
É mediante o pensamento que são tecidas as vinculações espirituais com as Entidades infelizes que enxameiam na Terra, mantendo contatos perturbadores e cruéis, nos quais muitos indivíduos se enredam, criando dificuldades muito graves para a saúde fisica, emocional e mental, que se podem alongar por tempo indeterminado.
Em face dessa injunção, quando o hábito mental é de qualidade superior, esses Espíritos ociosos e perversos não conseguem identificação vibratória, sendo rechaçados pelas ondas emitidas pelo pensamento direcionado a outros valores.
Cuida de avaliar a faixa mental em que te encontras, verificando quais os pensamentos que te agradam e aqueles que te afligem.
Aprende a selecionar os pensamentos portadores de propostas de alegria de viver, estribada no raciocínio lúcido e edificante.
Mantém-te vigilante em relação às idéias perniciosas, portadoras de carga emocional infeliz, não as acolhendo, e sempre substituindo-as por outras possuidoras de significado superior, capazes de manter-te em clima de equilíbrio.
Os pensamentos armazenados no teu inconsciente constituem a tua identidade perante a vida, e será com eles que despertarás além do corpo, quando a desencarnação arrebatar-te na direção da imortalidade.

Libertação do sofrimento – Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis



mandag 13. juni 2011

MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES / DIVALDO FRANCO– 13/11/2010

Meus filhos
Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, UM GRAVE MOMENTO MEDIÚNICO no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida.
Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado.
Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.
Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.
Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura…
Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego, mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.
Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.
As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.
Sucedem, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.
Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.
Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.
Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.
AS VOSSAS EXISTÊNCIAS NÃO ACONTECERAM AO ACASO, FORAM PROGRAMADAS.
Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o
assentimento para as provas e as glórias estelares.
O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.
Dai-vos as mãos!
Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem se secundários diante das metas a alcançar.
Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta.
Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus…
Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.
Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.
Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.
Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.
Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: – as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.
Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra de Menezes.




(psicografia Divaldo Franco – 13.11.2010 em Los Angeles -www.ceecal.com/ contato@ceecal.com)